Prêmios


Há um propósito em cada imagem. retratos começam conversações, Quando a emoção transborda, prêmios se acumulam.

Reconhecimento

Ao longo da minha trajetória, tive a honra de receber premiações nacionais e internacionais que reconhecem diferentes aspectos do meu trabalho — do fotojornalismo à fotografia documental, da natureza aos eventos e à publicidade. Mais do que conquistas pessoais, esses reconhecimentos refletem um compromisso constante com a sensibilidade, a técnica e a busca por imagens que contam histórias com autenticidade.


Cada prêmio representa um momento, um desafio e a confirmação de que uma fotografia pode ir além da estética: ela pode emocionar, comunicar e permanecer viva na memória de quem a observa.


Principais reconhecimentos:


• 1º Lugar - Concurso Erro 99 (2012)

• 1º Lugar - Concurso Polícia Militar de Minas Gerais (2013)

• 1º Lugar - Concurso Nokia Viaje com a Seleção Brasileira de Futebol (2003)

• Entre os vencedores em 11 edições - Concurso Savassi Jazz Festival (2012–2026)

• 1º Lugar - Concurso Apple de Composição de Trilha Sonora para a ONG internacional CARE (2001)

• Finalista - Concurso Internacional Maria Luísa de Fotografia de Escalada na Natureza – Espanha (2017)

• Exposição Todos Pela Vida, movimento em prol da construção do Hospital Oncomed – Belo Horizonte (2017)

• 1º Lugar Brasil - Concurso Saltando Muros, com exposição internacional itinerante em 10 países, promovida pelo Memorial da América Latina (Brasil/Espanha) (2013)


Cada reconhecimento fortalece uma convicção que levo para todos os meus trabalhos: uma grande fotografia não é apenas vista. Ela é lembrada.


Fotografe o Jazz |

Savassi Jazz Festival

Sempre assisti e admirei o Savassi Jazz Festival. Entre as edições de 2012 a 2025 felizmente tive algumas fotografias que se destacaram entre os 1º, 2º e 3º lugares dentre as vencedoras.

Polícia Militar de Minas Gerais • Batalhão ROTAM

Essa produção publicitária foi produzida para um concurso que selecionaria as melhores fotografias para conteúdo visual do catálogo da PMMG do ano de 2012. Essas são as fotos que produzi. A vencedora é a que mostra uma explosão com bomba de fumígeno no início do túnel, localizado em Sabará.

Saltando Muros • Desenvolvimento Humano

Socialmente, alheios ao foco do poder público, confrontamos a situação de pessoas sem lar, os chamados moradores de rua, e somos convidados a pensar suas carências e necessidades, seus hábitos e realidade ao preconceito e abuso, suportando dificuldades que apenas superficialmente imaginamos. Apresento algumas cenas dessas vidas que nos convidam a repensar o ser humano, sua condição e seus sonhos.


Frequentemente me apercebo mirando um pouco mais a realidade dessas pessoas, posicionadas na linha entre o perceptível e o limite para fora do quadro social. Saber como vivem, como conseguem o pão de cada dia, o que pensam e gostariam de dizer me são grandes motivadores. Fotografo homens e mulheres, de idade variada, se esforçando por viver com dignidade, à cata de oportunidades que lhes viabilizem economicamente um meio de sobrevivência, a satisfação de suas necessidades básicas, a obtenção de um mínimo e relativo conforto e, principalmente, de serem socialmente aceitos e respeitados.


Alguns catam papel nas ruas e os vendem para empresas de reciclagem, auxiliando não só na limpeza da cidade como no reaproveitamento de material descartado. Outros selecionam e coletam em lixos e restos de construção o procurado fio de cobre, muito bem valorizado por empresas do tipo "ferro velho".


Alguns atuam dentro do ecologicamente correto, outros não. Os segundos, coletores de fios de cobre, ao invés de utilizarem descascadores de fio, arriscam a saúde na queima do fio de cobre, para separá-lo do plástico que os envolve, inalando vapores tóxicos e ferindo a ética da sustentabilidade que impõe a não aceitação desse material queimado por empresas de reciclagem. Será que eles conhecem essa ética? Se preocupam com ela? Em todo caso, essa prática persiste e mais além, inclui a possibilidade de outro risco maior para a saúde da cidade: a obtenção ilegais do material, aqueles não descartados, mas furtados de instalações prediais, de telefonia e eletricidade.


Percebemos que os personagens desse cenário fazem parte do organismo de qualquer grande cidade, sendo comuns à percepção da população economicamente estável, acostumada a vê-los empurrando seus carrinhos pelas avenidas e remexendo seus lixões. O problema está na falta de suporte educativo e laboral do poder público para com esses catadores. E a questão não é só essa. Ouvi deles mesmo, que muitas vezes, fiscais do poder público, como que preocupados em limpar as ruas da cidade, confiscam carrinhos de coleta, cobertores e roupas desses catadores com o intuito de os forçarem a sair das ruas, como que para limpá-las. Mas pessoas não são lixo. Tratando-as com tal, se sentem feridas no direito de sobrevivência e dignidade. E é assim que, sendo mais e mais marginalizadas, são forçadas a encontrar outras maneiras de renda, se tornando ilegais em potencial.


Papéis devem ser catados. O lixo limpado. Mas reciclado deve ser o humano em nós. Afinal, como tudo, somos também um elemento destinado à renovação. Sem políticas de inclusão social, de redirecionamento prático e suporte moral e material, o indivíduo, enquanto unidade participativa, permanecerá limítrofe em sua condição, não atendido em suas necessidades básicas e alheio à questões de alta envergadura social e coletiva. Falar de desenvolvimento sustentável é visar o bem estar do ser, em primeiro lugar.  

Exposição Todos pela Vida

Matéria do Jornal O Tempo:


Exposição sensibiliza por construção de hospital

Imagens revelam etapas de tratamento contra o câncer; obra da Oncomed está embargada na Justiça


A mudança brusca de vida e a trajetória de pacientes que descobrem ter câncer foram o tema da exposição “Todos Pela Vida”, realizada nesse domingo (18) nas instalações do antigo Hospital Hilton Rocha, no bairro Mangabeiras, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A iniciativa foi do movimento Amigos da Oncomed, que luta na Justiça há seis anos para a construção da unidade, que deverá ter 220 leitos de oncologia, cardiologia e oftalmologia. Desde 2009, a obra enfrenta resistências burocráticas.


De forma voluntária, os ensaios foram realizados pelos fotógrafos Duarth Fernandes, Vitor Maciel e Janaína Moura dentro do hospital. Já o artista plástico Rogério Fernandes retratou o processos de tratamento de diferentes tipos de câncer em grafites feitos nos tapumes da obra embargada.


A ideia foi destacar a importância do local para a população, segundo o diretor da Oncomed BH, Amândio Fernandes.


“A saúde em Belo Horizonte está um caos. Enquanto temos hospitais fechando, estamos impossibilitados de continuar a obra e ajudar essas pessoas”, afirmou.


O fotógrafo Vitor Maciel, um dos autores da exposição, espera que as imagens possam sensibilizar pelo menos alguma pessoa. “Minha preocupação foi retratar a triste realidade do hospital hoje, que está abandonado, mas poderia trazer um ótimo atendimento para os pacientes. Os sofrimentos trazidos pela doença podem atingir a todos nós, independente de idade, sexo ou classe”, afirmou.


Além de propor um olhar mais dramático sobre a situação de abandono do local, a fotógrafa Janaína de Moura, destacou que a maior gratificação do trabalho é o olhar de agradecimento dos pacientes. “Muitas vezes, em fase de tratamento, eles se olham no espelho e não se reconhecem. Ao se produzirem e se verem bem na imagem, o reconhecimento e a importância disso não tem preço”, relatou.